Cuidados de enfermagem antes da sessão na Câmara Hiperbárica



Alimentação

Quando o paciente for encaminhado para realizar a sessão na Câmara, no horário entre 6:00 e 8:00 horas da manhã, o desjejum deverá ser servido 1 hora antes do procedimento, para evitar jejum prolongado.
Nas refeições como almoço e jantar, o paciente deverá se alimentar 2 horas antes da sessão.

Cuidados com o acesso venoso

Heparinização de cateteres centrais (conforme protocolo das instituições).
Permeabilização de cateteres periféricos: o paciente poderá ser encaminhado com infusão de drogas – será utilizado equipo próprio para Câmara.
Desligar bomba de infusão.

Chupetas

O seu uso é permitido para crianças em tratamento.

Encaminhar pacientes com torpedo de O2

Quando em uso de cateter nasal, máscara de Venturi e nebulização contínua.

Pacientes procedentes da UTI que estão entubados dependem de autorização prévia do serviço de Câmara Hiperbárica, serão transportados sob ventilação mecânica e conectados em respiradores específicos existentes no serviço.

Desprezar e anotar volumes de SVD/ Ostomias
Paciente com SNG deverão permanecer com a sonda aberta na sessão, para evitar distensão abdominal.

Proibir produtos que possam entrar em combustão na Câmara

Os Pacientes não devem ser encaminhados com roupas de fibra sintética. (indica-se usar fibra de algodão)
Não utilizar pomadas e cremes oleosos e/ ou vaselina
Orientar e supervisionar a retirada de maquiagem, esmalte, peruca.
Não encaminhar crianças com brinquedos e/ ou bichos de pelúcia.

Não encaminhar pacientes para Câmara Hiperbárica utilizando

Lentes de contato (podem deslocar e causar úlcera de córnea).
Orientar a retirada de aparelho auditivo, protetor auditivo e algodão no pavilhão auricular.
Não utilizar solução de PVPI ( o iodo em contato com O2 potencializa a ação residual, ocasionando lesão do tecido).
Balas e chicletes são proibidos durante a sessão, pois em caso de intercorrência, poderá ocorrer broncoaspiração.
Não utilizar curativos aderentes e transparentes – estes curativos são indicados para longa permanência; devido á alta pressão da Câmara, ocorre o deslocamento precoce, devido á formação de bolhas, permanecendo aderido no máximo por 1 dia.

A Enfermagem deverá avisar ao médico hiperbárico alterações e intercorrências como:

Distúrbios metabólicos: as alterações facilitam a ocorrência de convulsões pelo oxigênio: uréia elevada, hiperglicemia/ hipoglicemia ( não administrar insulina 2 horas antes da sessão), hipertermia, entre outros.
Congestão nasal: pode ser indicado descongestionamento nasal.
Náuseas, vômito e dor: medicar conforme prescrição, antes de ser encaminhado a Câmara.
Ansiedade e claustrofobia.
Paciente em tratamento de quimioterápico, principalmente com o uso de Doxorrubicina , que potencializa sua ação na sessão hiperbárica.
Pneumotórax
Gravidez: contra indicação relativa .

Soluções e curativos que poderão ser utilizados em pacientes durante a sessão hiperbárica:

Carvão ativado
Sulfadiazina de Prata, Sulfadiazina + Cérium
Dersani
Iruxol / Fibrase
Hidrogel
Adptic ( a vaselina não entra em contato direto com o O2, pois está protegida por um curativo)
Usar clorexidina nas inserções de cateteres centrais ou feridas operatórias

Cuidados de enfermagem a pacientes portadores de acidente vascular cerebral



Cuidados necessários para uma assistência de enfermagem satisfatória a um paciente com AVC.

Melhorando a mobilidade e prevenindo as deformidades

O posicionamento correto é importante para evitar contraturas; são usadas medidas para avaliar a pressão, auxiliar no controle do bom alinhamento corporal e evitar neuropatias compressivas, especialmente dos nervos olhar e fibular.

Prevenindo a adução do ombro

Quando o controle dos músculos voluntários é perdido, os fortes músculos flexores exercem controle sobre os extensores. O braço tende a aduzir (os músculos são mais fortes que os abdutores) e a girar internamente.
Para evitar a adução do ombro afetado, um travesseiro é colocado na axila quando existe rotação externa limitada; isso mantém o braço afastado do tórax. Um travesseiro é colocado sob o braço, e este é colocado em uma posição neutra (ligeiramente flexionada), com as articulações distais posicionadas mais elevadas que as articulações mais proximais. Dessa maneira, o cotovelo fica mais elevado. Isso ajuda a evitar o edema e a fibrose resultantes, os quais facilitarão o movimento normal quando o paciente recupera o controle do braço.

Promovendo mudança de posições

A posição do paciente deve ser mudada a cada duas horas. Para colocar um paciente em uma posição lateral (decúbito lateral), coloca-se um travesseiro entre as pernas antes que o paciente seja virado. A coxa não deve ser agudamente flexionada. O paciente pode ser virado de um lado para outro, mas a quantidade de tempo despendido no lado afetado deve ser limitada, em virtude da sensação comprometida.
Quando possível, o paciente é colocado em posição de decúbito ventral durante 15 a 30 minutos, várias vezes ao dia. Isso ajuda a promover a hipertensão das articulações do quadril e a evitar as contraturas em flexão do joelho e do quadril. Ajuda também a orientar as secreções brônquicas e impede as deformidades em contratura dos ombros e joelhos. É importante reduzir a pressão durante o posicionamento.

Estabelecendo um programa de exercícios

O paciente deve ser estimulado a movimentar os membros oito a cinco vezes por dia, de forma a manter a mobilidade articular, recuperar o controle motor, evitar a deterioração adicional do sistema neuromuscular e estimular a circulação. O exercício é valioso na prevenção da estase venosa, a qual pode predispor o paciente à trombose e embolia pulmonar.
O paciente também deve ser lembrado para exercitar o lado não afetado a intervalos durante todo o dia.

Prevenindo a dor no ombro

Até 70% dos pacientes com AVC sofrem de dor intensa no ombro, o que os impede de aprender novas habilidades, pois a função do ombro é essencial para obtenção do equilíbrio e realização de transferências e atividades de autocuidado. Podem ocorrer três problemas: ombro doloroso, subluxação do ombro e síndrome do ombro e da mão.
Esses problemas podem ser evitados através do posicionamento e movimentação adequada do paciente.

Tratando a disfagia

O AVC pode resultar em problemas de deglutição (disfagia) devido à função comprometida da boca, língua, palato, laringe ou parte superior do esôfago. As dificuldades de deglutição colocam o paciente em risco de aspiração, pneumonia, desidratação e desnutrição. Pode ser necessária a utilização de sonda nasogástrica ou nasoentérica.

Obtendo o controle intestinal e vesical

Os pacientes podem ter problemas com o controle intestinal, com a constipação sendo mais comum. Exceto quando contraindicada, uma dieta rica em fibras e a ingestão adequada de líquidos (2 a 3 litros por dia) devem ser fornecidas, sendo estabelecido um horário regular (geralmente depois o café da manhã) para a ida ao banheiro.
Ainda podem apresentar incontinência urinária transitória devido à confusão, incapacidade de comunicar as necessidades e incapacidade de usar o vaso sanitário / comadre por causa do compartimento dos controles motor e postural. Ocasionalmente, depois de um AVC, a bexiga torna-se atônica, com comprometimento da sensação em relação externo é perdido ou está diminuído. Durante esse período, realiza-se o cateterismo intermitente com técnica estéril.

Melhorando a comunicação

A afasia, que compromete a capacidade do paciente de compreender o que está sendo dito e de se expressar, pode tornar-se evidente de várias maneiras. A área cortical responsável pela compreensão e formação da linguagem é denominada de área de broca. A área de broca está tão próxima da área motora esquerda que, com frequência, um distúrbio na área motora afeta a área da fala.
Quando se conversa com o paciente, é importante prender sua atenção, falar lentamente e manter a linguagem consistente das orientações. Uma instrução é fornecida por vez e se concede tempo para que o paciente processe o que foi dito. O uso de gestos pode estimular a compreensão.
No trabalho com o paciente afásico, a enfermeira deve lembrar-se de conversar com o paciente durante as atividades de cuidado. Isso propicia contato social para o paciente.

Mantendo a integridade cutânea

O paciente que sofreu um AVC pode estar em risco de ruptura cutânea e tecidual por causa da sensibilidade alterada e da incapacidade de responder à pressão e o desconforto através da mudança de posição e movimentação. Portanto, a prevenção da ruptura cutânea e tecidual exige um frequente histórico da pele.
Um esquema regular de mudança de decúbito deve ser seguido para minimizar a pressão e evitar a ruptura cutânea (pelo menos a cada duas horas). Quando o paciente é posicionado ou virado, deve-se ter cuidado para minimizar as forças de cisalhamento e atrito, as quais provocam lesão para os tecidos e predispõem a pele à ruptura.

Autores: VASCONCELOS, Dayse Paixão e RODRIGUES, Karla Simone Teixeira FREITAS, Cibelly Aliny Siqueira Lima SOUSA, Sandra Maria Melo.

Cuidados de enfermagem ao recém nascido prematuro



Define-se como Prematuro todo recém-nascido vivo com idade gestacional inferior a 37 semanas.

Características do Prematuro:

Rosto fino, nariz achatado, olhos salientes, cabeça relativamente grande em relação ao corpo, pescoço curto, pele macia e transparente, de cor vermelho-escura; as unhas são curtas e flexíveis. Pouco tecido adiposo. Seu choro é débil. Tem dificuldade respiratória na sucção e deglutição.

Cuidados Imediatos

Estabelecimento e manutenção respiratória:
- Oxigenoterapia pós-aspiração traqueal.
 Aquecimento:
- São altamente termolábeis.
 Isolamento e profilaxia de infecções:
- Uso de técnica asséptica(sistema imunológico imaturo)
 Ganho ponderal:
- Alimentação deve ser iniciada o mais rápido possível (Deficiência nutricional)

Cuidados Mediatos

Usar técnicas assépticas em todos os cuidados;
 Observar constantemente o bom funcionamento da incubadora e oxigenoterapia;
 Verificar batimentos cardíacos, respiração, temperatura e coloração da pele;
 Higienizar a pele, e controlar eliminações;
 Controle do peso, conforme rotina do serviço;
Fazer curativo e observar o coto umbilical, diariamente;
 Ter cuidados especiais no momento da alimentação;
 Mudança de decúbito, para evitar deformidades.

Incubadora

Aparelho destinado a receber neonatos prematuros ou com algum agravo, onde eles encontram um calor constante, sensivelmente igual ao do corpo.
Este aparelho permite:
- Circulação de oxigênio úmido em seu interior;
- Manutenção da temperatura interior em torno de 36ºC;
Mudança de decúbito;
Abertura das portinholas que dão acesso aos braços do profissional;

* Obs.: A limpeza da incubadora deve ser diariamente, apenas com água e sabão.

Fototerapia

Consiste num processo terapêutico baseado na ação de luz artificial (total de 120 watts) sobre o organismo humano.
 O Recém-nascido recebe esse tipo de tratamento quando apresenta icterícia (pele amarelada devido ao aumento da bilirrubina).

Antes de iniciar a fototerapia

Certificar-se do número de lâmpadas presentes (oito a dez lâmpadas fluorescentes);
 Certificar-se do número de horas de uso das lâmpadas (vida útil em torno de 200 horas);
 Posicionar o aparelho junto ao berço (ou incubadora), mantendo de 40 a 60 cm de distância entre as lâmpadas e o RN;
 Em caso de berço, evitar correntes de ar;
Proteger os olhos do RN (essa proteção deve permanecer durante todo o tempo de exposição. Os olhos devem estar fechados ao receberem a proteção);
 Retirar a roupa do RN, exceto fralda.



Cuidados com o RN em fototerapia:

Verificar a temperatura (4/4 horas);
 Observar a quantidade e o aspecto das eliminações (fezes e urina);
 Mudar a posição do RN a intervalos frequentes;
 Observar a pele do RN, a fim de buscar precocemente sinais de queimaduras;
 Hidratação conforme orientação médica;
Manter a proteção ocular durante todo o tempo da exposição somente por ocasião do banho, da troca de fraldas  e da alimentação.

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