Pó de hidrocolóide e seu uso


Os Hidrocolóides são curativos contendo agentes em formato gelatinoso ou pó, geralmente carboximetilcelulose sódica (NaCMC), pectina e gelatina.

Nomes comerciais
Adapt pó, Stomahesive, Cavillon

Mecanismos de ação
Têm a função de proteger a pele nas áreas periostomais e regiões adjacentes a feridas exsudativas e fístulas ou nos processos de dermatite de contato por extravasamento de líquidos.
Os Hidrocolóides atuam por interação com os exsudatos formando um composto úmido gelatinoso entre o curativo e o leito da ferida; este composto propicia o desbridamento autolítico, otimizando assim a formação do tecido de granulação.
Os Hidrocolóides diminuem os eventos infecciosos na medida em que oferecem certa barreira bacteriana.

Indicações
É utilizado em pacientes com cisalhamento ao redor das estomias, cicatrizando ou prevenindo dermatites e dor:
-Traqueostomia;
- Gastrostomia;
- Ileostomia;
- Jejunostomia;
- Colostomia;
- Tratamento de úlcera por pressão em recém-nascidos:
Estágio I - Pele avermelhada, não rompida, mácula eritematosa bem delimitada, atingindo a epiderme;
Estágio II - Pequenas erosões na epiderme ou ulcerações na derme. Apresenta-se normalmente com abrasão ou bolha.

Responsável
Enfermeiro e Fisioterapeuta

Como utilizar o Pó de hidrocolóide

1. Identificar o paciente;
2. Explicar o procedimento ao paciente e/ou acompanhante;
3. Higienizar as mãos;
4. Separar e preparar os materiais;
5. Calçar as luvas de procedimento na mão dominante;
6. Colocar o paciente em posição segura e confortável;
7. Expor a região com lesão;
8. Retirar a cobertura anterior delicadamente, no sentido dos pêlos, firmando a pele do paciente para não tracionar a lesão;
9. Desprezar a cobertura de hidrocolóide se existente, com soro fisiológico e gaze;
10. Secar a pele ao redor da lesão com gaze;
11. Aplicar hidrocolóide grânulos em 1/3 da lesão se houver exsudato de volume moderado ou necessidade de preencher espaço morto;
12. Deixar o paciente seguro, confortável e a unidade em ordem;
13. Higienizar as mãos de;
14. Registrar no prontuário a data, a hora e evolução da lesão. incluir relato e queixas do paciente;
15. Assinar e carimbar

Resultado esperado
Ferida protegida de agentes físico-químicos e biológicos. Oferecimento de condições locais ideais, ou seja, temperatura, umidade e hipóxia no leito da ferida. Favorecimento do desbridamento autolítico em caso de presença de tecido necrótico.

Frequência de aplicação
Conforme avaliação da ferida (01 a cada 04 dias) e prescrição do Enfermeiro/Fisioterapeuta.

Setores de utilização
Unidades de Internação, Pronto Atendimento, Centro de Tratamento Intensivo, Setores de Diagnóstico e Ambulatório e Domiciliar.

Como calçar luva estéril

1 - Abrir o invólucro de papel que protege as luvas e expô-las, de modo que os punhos fiquem voltados para si. A pessoa que já lavou as mãos pega a luva da embalagem tocando a parte interna da luva, coloca o polegar e o indicador da mão oposta sobre a dobra da bainha evertida (dobrada) em um ponto alinhado com a palma da luva e puxa a luva sobre a mão, deixando a bainha virada para trás;

2 - A pessoa pega a segunda luva da embalagem tocando a parte interna das luvas ao colocar os dedos enluvados sob a bainha evertida;

3 - A pessoa, com os braços estendidos e os cotovelos ligeiramente flexionados, introduz a mão livre dentro da luva e a puxa sobre o punho da OPA (vestimenta cirúrgica) ao girar discretamente o braço no sentido externo e interno;


4 - Para trazer a bainha virada sobre a outra mão sobre o punho da OPA, a pessoa repete o passo anterior. Checar e garantir que as luvas estão bem ajustadas e sobre o punho da OPA.




Escala de Ramsay avaliação nível sedação

É um método de avaliação do nível de sedação e um instrumento preponderante que é utilizado à beira do leito em Unidades de Terapia Intensivas por médicos, enfermeiros, auxiliares e técnicos de enfermagem devidamente treinados. A aplicabilidade deste instrumento possibilita a atuação direta e intensiva do profissional de enfermagem ofertando ao paciente um trabalho com qualidade.

É um tipo de escala subjetiva, utilizada para avaliar o grau de sedação em pacientes, visando evitar a sedação insuficiente (o paciente pode sentir dores) ou demasiadamente excessiva (colocando-o em risco de morte). Tem sido usado principalmente para avaliar pacientes em unidade de terapia intensiva.

A escala de Ramsay foi descrita pela primeira vez pelo medico Michael Ramsay[ como parte de um estudo sobre o efeito de um esteróide anestésico publicado em 1974. Ela compreende valores que vão de 1 a 6, atribuídos observando as respostas dadas pelo paciente após estímulos e podem ser:


Grau 1: paciente ansioso, agitado;
Grau 2: cooperativo, orientado, tranquilo;
Grau 3: sonolento, atendendo aos comandos;
Grau 4: dormindo, responde rapidamente ao estímulo glabelar ou ao estímulo sonoro vigoroso;
Grau 5: dormindo, responde lentamente ao estímulo glabelar ou ao estímulo sonoro vigoroso;
Grau 6: dormindo, sem resposta.

Referências
Fernando Suparregui Dias, Choque, Editora EDIPUCRS, 2002, ISBN 8574303062, 9788574303062,Pág 555
Borja de la Quintana, Monitorizacion en anestesia, Medicina de Urgencias y Cuidados Intensivos, Editora Elsevier España, 2004, ISBN 8481747084, 9788481747089
«Dallas Physician Elected To Lead International Organ Transplant Society» (em inglês). 20 de agosto de 2009. Consultado em 21 de outubro de 2009
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