Dicionário alimentaçao e nutrição

Os verbetes estão organizados em ordem alfabética e estruturados de acordo com o seguinte padrão:

ENTRADA + GÊNERO + NÚMERO + SINÔNIMO + DEFINIÇÃO ou ⇒ ± REMISSIVA DA DEFINIÇÃO + NOTA + REMISSIVA DA NOTA



A

Ácido graxo, masc. É a unidade química constituinte da gordura, tanto de origem animal quanto vegetal. Nota: o ácido graxo pode ser poliinsaturado, monoinsaturado ou saturado. Ver Gordura.

Aleitamento materno, masc. Conjunto de processos – nutricionais, comportamentais e fisiológicos – envolvidos na ingestão, pela criança, do leite produzido pela própria mãe, seja diretamente no peito ou por extração artificial. Nota: recomenda-se o aleitamento materno exclusivo até os 6 meses de idade e de maneira complementar até os 2 anos ou mais. Ver Alimentação complementar adequada e oportuna; Amamentação exclusiva; Desmame.

Alimentação, fem. Processo biológico e cultural que se traduz na escolha, preparação e consumo de um ou vários alimentos.

Alimentação complementar adequada e oportuna, fem. Aquela que se inicia como complemento ao aleitamento materno, a partir dos 6 meses de vida com dietas adequadas em quantidade e qualidade (consistência, nutrientes e calorias). Ver Alimentos complementares ou de transição; Amamentação exclusiva; Desmame; Transição alimentar.

Alimentação equilibrada, fem. Ver sin. Alimentação saudável.

Alimentação saudável, fem. Sin. Alimentação equilibrada. Padrão alimentar adequado às necessidades biológicas e sociais dos indivíduos e de acordo com as fases do curso da vida. Notas: i) Deve ser acessível (física e financeiramente), saborosa, variada, colorida, harmônica e segura quanto aos aspectos sanitários. ii) Esse conceito considera as práticas alimentares culturalmente referenciadas e valoriza o consumo de alimentos saudáveis regionais (como legumes, verduras e frutas), sempre levando em consideração os aspectos comportamentais e afetivos relacionados às práticas alimentares.

Alimento, masc. Substância que fornece os elementos necessários ao organismo humano para a sua formação, manutenção e desenvolvimento. Nota: o alimento é a substância ou mistura de substâncias em estado sólido, líquido, ou pastoso, adequadas ao consumo humano.

Alimento artificial, masc. Alimento preparado com o objetivo de imitar o alimento natural, cuja composição contenha, de forma preponderante, substância não encontrada no alimento a ser imitado. Ver Alimento.

Alimentos complementares ou de transição, masc. pl. Sin. Alimento de transição para lactentes e crianças de primeira infância. Aqueles que se oferece à criança em complementação ao leite materno e que são preparados de modo a oferecer uma dieta de consistência gradativamente maior até que ela possa receber a dieta da família, junto com o leite materno. Nota: atualmente, está em desuso o termo alimentos de desmame para não dar a idéia de que a introdução de outro alimento na dieta da criança implica a suspensão do leite materno. Ver Alimento; Alimentação complementar adequada e oportuna.

Alimento de transição para lactentes e crianças de primeira infância, masc. Ver sin. Alimentos complementares ou de transição.

Alimento diet, masc. Sin. Diet. Alimento industrializado em que determinados nutrientes como proteína, carboidrato, gordura, sódio, entre outros, estão ausentes ou em quantidades muito reduzidas, não resultando, necessariamente em um produto com baixas calorias. Ver Alimento; Alimento light.

Alimento enriquecido, masc. Ver sin. Alimento fortificado.

Alimento fortificado, masc. Sin. Alimento enriquecido. Alimento ao qual se adicionam nutrientes essenciais para atender aos seguintes objetivos: a) reforçar o valor nutritivo; b) prevenir ou corrigir deficiência demonstrada em um ou mais nutrientes da alimentação da população ou em grupos específicos. Ver Alimento; Enriquecimento de alimento.

Alimento in natura, masc. Alimento ofertado e consumido em seu estado natural, sem sofrer alterações industriais que modifiquem suas propriedades físico-químicas (textura, composição, propriedades organolépticas). Nota: as frutas e o leite fresco são exemplos de alimentos in natura. Ver Alimento.

Alimento integral, masc. Alimento pouco ou não-processado e que mantém em perfeitas condições o conteúdo de fibras e nutrientes. Nota: não existe legislação que defina esse tipo de alimento.
Ver Alimento.

Alimento light, masc. Sin. Light. Alimento produzido de forma que sua composição reduza em, no mínimo, 25% o valor calórico e/ou os seguintes nutrientes: açúcares, gordura saturada, gorduras totais, colesterol e sódio, comparado com o produto tradicional ou similar de marcas diferentes. Ver Alimento; Alimento diet.

Alimentos para fins especiais, masc. pl. Alimentos especialmente formulados ou processados, nos quais se introduzem modificações no conteúdo de nutrientes, adequados às utilizações em dietas, diferenciadas e ou opcionais, atendendo às necessidades de pessoas em condições metabólicas e fisiológicas específicas. Ver Alimento.

Alimento seguro, masc. Alimento que não causa dano à saúde quando preparado ou consumido de acordo com seu propósito de uso. Ver Alimento.

Amamentação exclusiva, fem. Uso de leite materno, habitualmente até os 6 meses de vida, como único alimento da criança, não sendo admitidos chás ou água como exceção. Ver Aleitamento materno; Alimentação complementar adequada e oportuna; Desmame.

Análise de perigos e pontos críticos de controle, fem. Análise de processos de coleta e de avaliação de informações sobre perigos físicos, químicos e biológicos a que estão sujeitos os alimentos durante o processo produtivo das refeições, desde a aquisição de gêneros, passando pelo processamento, até a distribuição. Nota: essa análise também estima a severidade e garante a inocuidade dos alimentos durante seu processamento.

Anemia, fem. Redução dos níveis de hemoglobina no sangue para valores abaixo dos limites estabelecidos como normais, de acordo com a idade, o sexo e a condição fisiológica.

Anorexia nervosa, fem. Distúrbio alimentar multi determinado por fatores biológicos, psicológicos, familiares e culturais de fundo psicológico caracterizado por: a) recusa à alimentação; b) perda excessiva de peso; c) medo de engordar; d) distorção da imagem corpórea. Nota: esse tipo de distúrbio tem conseqüências sociais, nutricionais e emocionais. Ver Distúrbios nutricionais.

Apoio alimentar, masc. Sin. Assistência alimentar. Doação pessoal ou institucional de um ou vários alimentos para pessoas desnutridas ou em risco de desnutrição. Nota: o mesmo que suplementação alimentar ou, em alguns países, assistência alimentar. Ver Suplementação alimentar.

Assistência alimentar, fem. Ver sin. Apoio alimentar.

Atitude de vigilância, fem. É o olhar diferenciado do profissional de saúde para cada indivíduo, grupo e/ou fase do curso da vida. Nota: utiliza-se a informação gerada rotineiramente, de forma imediata, para repensar a prática do serviço de saúde qualificando a assistência prestada àqueles indivíduos que procuram atendimento.

Avaliação antropométrica, fem. Avaliação do crescimento físico e, por extensão, do estado nutricional por meio de medidas de peso e de altura e, de forma complementar, de outras medidas como perímetros, circunferências e dobras cutâneas.

B

Baixo peso ao nascer, masc. Classificação dada às crianças nascidas vivas com menos de 2.500 gramas.

Banco de leite humano, masc. Centro especializado, responsável pela promoção do incentivo ao aleitamento materno e à execução das atividades de coleta, processamento, estocagem e controle de qualidade do leite humano extraído artificialmente, para posterior distribuição, sob prescrição de médico ou nutricionista.

Bem estar nutricional, masc. Estado orgânico em que as funções de consumo e de utilização de energia alimentar e de nutrientes se fazem de acordo com as necessidades biológicas do indivíduo.

Boas práticas de fabricação de alimentos, fem. pl. Procedimentos necessários para garantir a qualidade dos alimentos. Nota: o regulamento que estabelece os procedimentos necessários para a garantia da qualidade higiênico-sanitária dos alimentos preparados é a Resolução RDC n.º 216, de 2004, da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), denominado Regulamento Técnico de Boas Práticas para Serviços de Alimentação.

Bócio, masc. Aumento significativo da glândula tireóide que passa a extrapolar seus limites normais.

Bulimia, fem. Distúrbio alimentar multi determinado por fatores biológicos, psicológicos, familiares e culturais de fundo psicológico, caracterizado pelo impulso irresistível de comer seguido por sentimento de culpa e de vergonha, o que faz com que a pessoa provoque vômito e use laxativos e/ou diuréticos de maneira exagerada. Ver Distúrbios nutricionais.

C

Cadeia alimentar, fem. Etapas que envolvem a obtenção do alimento, desde a produção da matéria-prima até o consumo.

Caráter intersetorial, masc. Aspecto que considera a co-responsabilidade de dois ou mais de dois setores do governo em relação às causas ou às soluções dos problemas de alimentação e nutrição.

Carência nutricional, fem. Situação em que deficiências gerais ou específicas de energia e nutrientes resultam na instalação de processos orgânicos adversos para a saúde. Ver Deficiência nutricional.

Composição dos alimentos, fem. Descrição do valor nutritivo dos alimentos e de substâncias específicas existentes neles, como vitaminas, minerais e outros princípios.

Controle de doenças coexistentes, masc. Medidas para prevenir e curar a ocorrência de doenças que agravam o estado nutricional.

Crescimento, masc. Processo dinâmico e contínuo que engloba o desenvolvimento físico do corpo, a substituição e a regeneração de tecidos e órgãos humanos. Nota: esse processo é considerado como um dos melhores indicadores de saúde da criança, em razão de sua estreita dependência de fatores sociais e ambientais, tais como, alimentação, ocorrência de doenças, cuidados gerais e condições de vida no passado e no presente.

Crescimento compensatório, masc. Aumento da velocidade de crescimento, superior ao esperado para a idade, após uma desaceleração no ritmo de crescimento devido à ocorrência de desnutrição ou doenças infecciosas. Ver Crescimento.

Cretinismo, masc. Retardo mental resultante da ação adversa da deficiência de iodo na maturação do sistema nervoso da criança. Ver Deficiência primária de iodo; Idiotia; Iodo dependente.

Critério de sanidade dos alimentos, masc. Princípios e normas para assegurar que os alimentos tenham bom valor nutritivo e não apresentem contaminantes físicos, químicos e biológicos prejudiciais à saúde dos consumidores.

Cuidados nutricionais específicos, masc. pl. Ações recomendadas para situações peculiares de riscos nutricionais, como a anemia, o bócio, a hipovitaminose A e outras condições.

D

Deficiência de ferro, fem. Estado orgânico de carência desse micronutriente, que ocorre quando: o consumo alimentar de ferro biodisponível é baixo; as perdas de sangue são elevadas; o aumento dos requerimentos por processos infecciosos e ou febris; ou, ainda, quando ocorrem simultaneamente essas duas condições, diminuindo o estoque corporal de ferro, podendo resultar no aparecimento de anemia.

Deficiência de micronutrientes, fem. Estado orgânico, caracterizado pela carência, em miligramas ou microgramas diárias, de princípios nutritivos, tais como vitamina A, ferro, iodo e zinco.

Deficiência energético-protéica, fem. Ver sin. Desnutrição energético-protéica.

Deficiência nutricional, fem. Estado orgânico que resulta de um processo em que as necessidades fisiológicas de nutrientes não estão sendo atendidas. Nota: a deficiência nutricional pode ser decorrente tanto de problemas alimentares quanto de problemas orgânicos. Ver Desnutrição.

Deficiência primária de iodo, fem. É a insuficiência de iodo no organismo, inicialmente atribuída à baixa ingestão desse micronutriente. Ver Cretinismo; Idiotia; Iodo dependente.

Déficit de altura, masc. Atraso no crescimento estatural de um indivíduo em relação aos padrões de normalidade de crescimento físico, de acordo com sexo e idade.

Deficit antropométrico, masc. Atraso nas relações peso/idade, peso/altura, altura/idade, tomando-se como referência as tabelas de normalidade convencionalmente recomendadas. Pode referir- se a outros índices de medidas corporais.

Desenvolvimento, masc. Refere-se ao aparecimento e aperfeiçoamento de funções, como a linguagem, a habilidade motora, as funções cognitivas, a maturidade psíquica e outras.

Desmame, masc. Processo gradual que se inicia com a introdução de qualquer alimento na dieta da criança que não seja o leite materno, incluindo os chás e a água, e que termina com a suspensão completa do leite materno. Notas: i) Termo em desuso, pois está associado à cessação imediata do aleitamento materno. ii) A introdução de outro alimento na dieta da criança, a partir dos 6 meses de idade, não implica a suspensão súbita do leite materno que deve continuar sendo oferecido junto com alimentos complementares ou de transição, idealmente, até os 2 anos de idade ou mais. iii) Esse termo está sendo substituído por introdução de alimentação complementar adequada e oportuna. Ver Aleitamento materno; Alimentação complementar adequada e oportuna; Alimentos complementares ou de transição; Amamentação exclusiva; Transição alimentar.

Desnutrição, fem. Expressão biológica da carência prolongada da ingestão de nutrientes essenciais à manutenção, ao crescimento e ao desenvolvimento do organismo humano. Notas: i) É um processo orgânico, determinado socialmente, na medida em que o sistema político-econômico regula o grau de acesso aos alimentos. ii) Esse estado refere-se normalmente ao tipo de desnutrição energético-protéica. Ver Deficiência nutricional; Desnutrição energético-protéica.

Desnutrição crônica, fem. Processo caracterizado pela carência pregressa da ingestão e utilização de nutrientes pelo organismo humano. Nota: o processo manifesta-se no déficit de altura. Ver Deficiência nutricional; Desnutrição; Desnutrição energético-protéica.

Desnutrição energético-protéica, fem. Sin. Deficiência energética- protéica. Estado orgânico nutricional resultante da ingestão insuficiente de calorias e proteínas por um indivíduo. Ver Deficiência nutricional; Desnutrição; Desnutrição crônica.

DHAA, masc. ⇒ Direito humano à alimentação adequada.

Diabetes, fem. ou masc. Processo de intolerância à glicose, que se traduz, convencionalmente, na elevação do açúcar no sangue e sua presença eventual na urina. Notas: i) Doença não transmissível, com implicações diretas no estado nutricional. ii) A variante diabete é menos usual.

Diet, fem. ou masc. Ver sin. Alimento diet.

Dieta, fem. 1 – Alimentação geral que serve de padrão para os indivíduos. 2 – Tipo de alimentação específica recomendada a um indivíduo para atender às necessidades terapêuticas.

Digestão, fem. Processo fisiológico pelo qual os alimentos ingeridos são reduzidos a substâncias assimiláveis pelo organismo e transferidos para a corrente sangüínea.

Direitos humanos, masc. pl. Conjunto de princípios aprovado pela Assembléia Geral das Nações Unidas, na Declaração Universal dos Direitos do Homem, que estabelece os direitos fundamentais do ser humano.

Direito humano à alimentação adequada, masc. Sin. DHAA. Direito humano indivisível, universal e não discriminatório que assegura a qualquer ser humano uma alimentação saudável e condizente com seus hábitos culturais. Nota: para a garantia do DHAA, é dever do Estado estabelecer políticas que melhorem o acesso das pessoas aos recursos para produção ou aquisição, seleção e consumo dos alimentos, por meio da elaboração e implementação de políticas, programas e ações que promovam sua progressiva realização.

Dislipidemia, fem. Alteração, quase sempre por excessos, nos teores de lipídios ou gorduras do sangue, como o colesterol e os triglicerídeos.

Distúrbios nutricionais, masc. pl. São problemas de saúde relacionados ao consumo inadequado de alimentos (tanto por escassez quanto por excesso) e à carência de nutrientes e/ou micronutrientes como ferro, ácido fólico, iodo e vitamina A, entre outros. Notas: i) Tanto a desnutrição quanto a obesidade são distúrbios nutricionais. ii) Outros exemplos relevantes para a saúde pública, em termos de magnitude, são a anemia ferropriva, a hipovitaminose A e o bócio endêmico.

Doenças da nutrição, fem. pl. Representação da grande variedade de doenças que resultam do baixo consumo, do consumo excessivo ou do desequilíbrio prolongado da ingestão e utilização de princípios nutritivos que devem ser harmonicamente combinados. Nota: configuram essas situações: bócio, deficiências nutricionais, desnutrição, etc. Ver Dislipidemia; Obesidade.

E

Endemias carenciais, fem. pl. Doenças carenciais que ocorrem com freqüência regular, praticamente constante, e com prevalência acima dos limites tolerados como normais. Nota: são exemplos de doenças carenciais: a anemia ferropriva, a desnutrição energéticoprotéica e o bócio.

Enriquecimento de alimentos, masc. Adição de determinados nutrientes a alimentos com baixo conteúdo em relação a determinados princípios nutritivos. Nota: são exemplos de nutrientes: vitaminas, sais minerais, etc. Ver Alimento fortifi cado; Nutriente.

Endef, masc. ⇒ Estudo Nacional da Despesa Familiar.

Estado nutricional, masc. Resultado do equilíbrio entre o consumo de nutrientes e o gasto energético do organismo para suprir as necessidades nutricionais, em plano individual ou coletivo. Nota: há três tipos de manifestação: adequação nutricional, carência nutricional e distúrbio nutricional.

Estresse, masc. Estado gerado por estímulos adversos, com diferentes impactos físicos, psíquicos e nutricionais. Nota: também chamado de tensão.

Estudo Nacional da Despesa Familiar, masc. Sin. Endef. Pesquisa domiciliar realizada com o objetivo de obter informações sobre o consumo alimentar das famílias. Notas: i) Essa pesquisa, feita pelo IBGE entre agosto de 1974 e agosto de 1975, permitiu uma avaliação ampla de aspectos quantitativos e qualitativos do estado nutricional das famílias. ii) Nessa pesquisa, foram registrados todos os produtos consumidos, sua origem e, quando comprados, os locais de aquisição. iii) Essas informações permitiram a identificação e a caracterização das atividades profissionais dos membros da família. iv) Houve também avaliação antropométrica em que se observou o peso, a altura e a circunferência do braço esquerdo.

Eutrofia, fem. Estado nutricional adequado. Nota: manifestação produzida pelo equilíbrio entre o consumo e as necessidades nutricionais.

F

Ferro medicamentoso, masc. Composto orgânico ou inorgânico de ferro usado para prevenção e tratamento das anemias.

Fome Zero, masc. Estratégia de governo que se integra à Política Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional direcionada a grupos da população mais vulneráveis à insuficiência alimentar, para combater a fome e as suas causas estruturais que geram a exclusão social. Nota: a Política Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional visa a garantir a todos os brasileiros condições de acesso a alimentos seguros e de qualidade, em quantidade suficiente e de modo permanente, sem comprometer o acesso a outras necessidades essenciais e com base em práticas alimentares saudáveis, contribuindo, assim, para uma existência digna em um contexto de desenvolvimento integral do ser humano. Ver Segurança Alimentar e Nutricional.

Fracionamento de alimentos, masc. Operações por meio das quais se divide um alimento sem modificar a sua composição original.

G

Gordura, fem. Sin. Lipídio. Substância de origem vegetal ou animal, composta de triglicerídeos e de pequenas quantidades de fosfolipídios. Notas: i) Essa substância é insolúvel em água. ii) É um macronutriente que faz parte da composição de vários alimentos, como carnes, laticínios, manteiga. iii) Na alimentação saudável, ela deve compor cerca de 30% da dieta.

Gordura trans, fem. Tipo específico de gordura formada por meio de um processo de hidrogenação natural (na gordura de animais ruminantes) ou industrial. Notas: i) Essas gorduras estão presentes na maioria dos alimentos industrializados, em concentrações variáveis. ii) Os alimentos de origem animal, como a carne e o leite, possuem pequenas quantidades de gorduras trans. iii) A gordura hidrogenada é um tipo especifico de gordura trans produzido pela industria. iv) O processo de hidrogenação industrial que transforma óleos vegetais líquidos em gordura sólida à temperatura ambiente é utilizado para melhorar a consistência dos alimentos e o tempo de prateleira de alguns produtos; v) A gordura trans (hidrogenada) é prejudicial à saúde, podendo contribuir para o desenvolvimento de algumas doenças crônicas como dislipidemias. Ver Gordura; Hidrogenação.

Grupo de alimentos, masc. Conjunto de alimentos in natura ou processados que são agrupados de acordo com os principais nutrientes que os compõem. Nota: de acordo com o Guia Alimentar para a População Brasileira, os alimentos são classificados em cinco grupos principais: a) cereais, tubérculos e raízes, fontes preferenciais de carboidratos; b) frutas, legumes e verduras, ricos em fibras alimentares, vitaminas e minerais; c) feijões e outros alimentos vegetais ricos em proteínas e fibras; d) leite e derivados, carnes e ovos, fontes de proteína animal; e) gorduras, açúcares e sal, alimentos cujo consumo deve ser reduzido por estarem associados ao maior risco de doenças crônicas não transmissíveis (DCNT) como obesidade, hipertensão, diabetes, doenças cardíacas e alguns tipos de câncer; gorduras e açúcares são alimentos com alta densidade de energia; o principal componente do sal é o sódio.

Grupos biológicos, masc. pl. Designativo de riscos induzidos por fatores biológicos. Ver Vigilância nutricional; Vigilância de irmãos e contatos.

Guia alimentar, masc. Instrumento informativo que define as diretrizes do País sobre alimentação saudável visando à promoção da saúde. Nota: elaborado com base no cenário epidemiológico-nutricional e no contexto socioeconômico e cultural do País, apresenta um conjunto de recomendações destinadas à população em geral e traduz os conhecimentos científicos sobre alimentação e nutrição em mensagens práticas, facilitando a seleção dos alimentos e orientando sobre a forma e a quantidade em que devem ser consumidos.

H

Hábitos saudáveis, masc. pl. Conjunto de atos e atitudes que visam à manutenção da saúde e qualidade de vida. Nota: constituem hábitos saudáveis: a) alimentação adequada e balanceada; b) prática regular de atividade física; c) convivência social estimulante; d) busca, em qualquer fase da vida, de atividades ocupacionais prazerosas e de mecanismos de atenuação do estresse.

Hábitos alimentares saudáveis, masc. pl. Ver Práticas alimentares saudáveis, Segurança e qualidade dos alimentos.

Hidrogenação, fem. Processo de mudança de estado de uma gordura insaturada para uma gordura saturada e sólida, por meio da adição de hidrogênio na presença de um catalisador. Ver Gordura trans.

Higiene alimentar, fem. Conjunto de condições e de medidas necessárias para produção, processamento, armazenamento e distribuição de alimentos, a fim de garantir um alimento inócuo à saúde, seguro e saudável para consumo humano.

Hipovitaminose A, fem. Deficiência de vitamina A em nível dietético, bioquímico ou clínico, com repercussões sistêmicas que afetam as estruturas epiteliais de diferentes órgãos, sendo os olhos os mais atingidos. Nota: o termo mais atual, usado em substituição à hipovitaminose A, é deficiência de vitamina A. Ver Xeroftalmia.

Hospital Amigo da Criança, masc. Maternidades e hospitais que cumprem os “dez passos para o sucesso do aleitamento materno” preconizados pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef).

I

ICCN, masc. ⇒ Incentivo ao Combate às Carências Nutricionais.

Idiotia, fem. Retardo físico, motor e mental humano provocado pela deficiência grave de iodo no período fetal e nos primeiros meses de vida. Ver Deficiência primária de iodo.

IMC, masc. ⇒ Índice de massa corporal.

Incentivo ao Combate às Carências Nutricionais, masc. Sin. ICCN. Programa governamental que teve por objetivo geral reduzir e controlar a desnutrição e a mortalidade infantil. Notas: i) O ICCN do Ministério da Saúde se constituía em um incentivo financeiro aos municípios para aquisição de leite e óleo de soja para distribuição a crianças de 6 meses a 2 anos de idade e gestantes, em risco nutricional, e em outras ações de combate à desnutrição de acordo com o perfi l epidemiológico do município. ii) Atualmente, não está mais em vigor.

Indicador de saúde, masc. É o que proporciona informações relevantes sobre determinados atributos e dimensões do estado de saúde, bem como sobre o desempenho do sistema de saúde. Notas: i) Quando vistos de forma conjunta, os indicadores devem refletir a situação sanitária de uma população e servir para a vigilância das condições de saúde. ii) Quando gerados de forma regular e manejados em um sistema dinâmico, são ferramentas fundamentais para gestão e avaliação da situação de saúde em todos os níveis de governo.

Índice, masc. É o resultado da razão entre duas ou mais medidas, o qual, isoladamente, não fornece diagnóstico. Nota: a importância do índice é a possibilidade de interpretar e agrupar medidas, por exemplo: peso em relação à idade (P/I).

Índice de massa corporal, masc. Sin. IMC. Indicador de saúde utilizado para avaliar a adequação entre peso e altura corporais e sua relação com risco para doenças crônicas não transmissíveis. Nota: é calculado pela seguinte fórmula: IMC = P/A2, em que P é o peso corporal em quilogramas, A é a altura em metros elevada ao quadrado; o resultado é expresso em kg/m2. As faixas de classificação para adultos são: abaixo de 18,5kg/m2 – baixo peso; entre 18,5 e 24,99kg/m2 – peso adequado; entre 25 e 29,99 kg/m2 – sobrepeso; acima de 30kg/m2 – obesidade.

Índice de pobreza humana, masc. Sin. IPH. Índice composto pelos indicadores relacionados à esperança de vida, à desnutrição em menores de 5 anos, à alfabetização, ao acesso a serviços de saúde e à água potável.

Intersetorialidade, fem. Aspecto que considera a co-responsabilidade de dois ou mais de dois setores do governo em relação às causas ou às soluções dos problemas, inclusive relacionados à alimentação e nutrição.

Iodo dependente, masc. Diz-se dos distúrbios funcionais ou morfológicos (entre os quais o bócio e a idiotia) produzidos pela deficiência de iodo na água, sais e alimentos consumidos. Ver Deficiência primária de iodo.

IPH, masc ⇒ Índice de pobreza humana.

L

Light, fem. ou masc. Ver sin. Alimento light.

Lipídio, masc. Ver sin. Gordura.

M

Macronutriente, masc. Nutriente que é necessário ao organismo em grande quantidade em relação aos micronutrientes. Nota: os macronutrientes são especificamente os carboidratos, as gorduras e as proteínas amplamente encontrados nos alimentos. Ver Micronutriente; Nutriente.

Manipulação de alimentos, fem. Conjunto de procedimentos e técnicas operacionais aplicadas aos alimentos, desde o tratamento da matéria-prima até a obtenção do alimento acabado. Nota: esses procedimentos e técnicas ocorrem nas fases de processamento, de armazenamento e de transporte e de distribuição dos alimentos.

Medidas profiláticas, fem. pl. Providências tomadas para a prevenção de doenças ou de agravos nutricionais.

Medidas terapêuticas, fem. pl. Providências adotadas para corrigir situações patológicas clinicamente instaladas. Nota: essas ações visam à cura de doenças.

Megadose, fem. Grande quantidade de um medicamento ou micronutriente administrada de uma só vez, como é o caso da vitamina A. Nota: a megadose de vitamina A é administrada enquanto conduta do Programa Nacional de Suplementação de Vitamina A, sem prejuízos à saúde, desde que observadas às normas e critérios específicos do programa.

Micronutriente, masc. Nutriente necessário ao organismo em pequenas quantidades (em miligramas ou microgramas) em relação aos macronutrientes. Nota: as vitaminas e os minerais são tipos de micronutrientes. Ver Macronutriente; Nutriente.

Monitoramento nutricional, masc. Ver sin. Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional; Vigilância alimentar e nutricional.

N

Nutrição, fem. Estado fisiológico que resulta do consumo e da utilização biológica de energia e nutrientes em nível celular.

Nutriente, masc. Componente químico necessário ao metabolismo humano que proporciona energia ou contribui para o crescimento, o desenvolvimento, a manutenção da saúde e da vida. Notas: i) Normalmente, os nutrientes são recebidos pelo organismo por meio da ingestão de alimentos. ii) A carência ou excesso de nutrientes pode provocar mudanças químicas ou fisiológicas. Ver Macronutriente; Micronutriente;

O

Obesidade, fem. Doença crônica de natureza multifatorial (fatores ambientais, nutricionais e genéticos) caracterizada pelo acúmulo excessivo de gordura no corpo, acarretando prejuízos à saúde. Ver Índice de massa corporal.

Orientação alimentar, fem. Orientação que visa à escolha, à preparação, à conservação doméstica de alimentos e ao consumo desses. Nota: a orientação alimentar considera o valor nutritivo do alimento e as indicações específicas das condições do indivíduo, a saber: a) condições fisiológicas, tais como crescimento, gravidez, lactação; b) condições patológicas, tais como, desnutrição, obesidade, diabetes, doenças carenciais; c) condições socioeconômicas, tais como acesso aos alimentos, preferências alimentares, cultura alimentar, relação valor nutritivo versus custos. Ver Práticas alimentares saudáveis.

P

Percentil, masc. Medida estatística proveniente da divisão de uma série de observações em 100 partes iguais, estando os dados ordenados do menor para o maior, em que cada ponto da divisão corresponde a um percentil.

Percentil 10 e percentil 3 da relação peso/idade, masc. O percentil refere-se à posição de um indivíduo em uma dada distribuição de referência. Notas: i) Os percentis 10 e 3, como exemplo, referem-se aos valores de peso apresentados por 10% e 3% das crianças, respectivamente, na distribuição do padrão antropométrico de referência. Dessa forma, uma criança que se encontra com pesos iguais ou inferiores a esses dois limites tem uma possibilidade maior de apresentar uma situação de distúrbio nutricional. ii) Pode-se afirmar que o percentil 10 ou o percentil 3 da relação peso/idade é a linha de separação representada no gráfico de crescimento do Cartão da Criança, indicando o limite inferior de separação entre a normalidade e a possível desnutrição ou retardo de crescimento. A visualização do gráfico esclarece bem o princípio e a aplicação da linha percentil 10 ou percentil 3.

Perigo na cadeia alimentar, masc. Agente biológico, químico ou físico, ou propriedade de um alimento que pode ter efeitos adversos sobre a saúde.

Pirâmide alimentar, fem. Guia alimentar que representa graficamente, na forma de pirâmide, seis grupos básicos de alimentos. Nota: serve de instrumento educativo para ilustrar e recomendar a proporção da alimentação e o número de porções a serem consumidas diariamente de cada um dos grupos de alimentos. Ver Grupo de alimentos.

Pontos de corte, masc. pl. Limites estabelecidos (inferiores e superiores) que delimitam o intervalo de normalidade de certa medida.

PNDS, fem. ⇒ Pesquisa Nacional sobre Demografia e Saúde.

Pesquisa Nacional sobre Demografia e Saúde, fem. Sin. PNDS. Pesquisa realizada com o objetivo de levantar informações atualizadas sobre os níveis de fecundidade, mortalidade infantil e materna, anticoncepção, saúde da mulher e da criança, conhecimento e atitudes relacionadas às DST e à aids. Nota: essa pesquisa foi feita pela organização Bem-Estar Familiar no Brasil (Bemfam) em
1997.

PNSN, fem. ⇒ Pesquisa Nacional sobre Saúde e Nutrição.

Pesquisa Nacional sobre Saúde e Nutrição, fem. Sin. PNSN. Pesquisa realizada com o objetivo de apurar os indicadores da situação nutricional da população brasileira. Notas: i) Essa pesquisa, feita pelo IBGE, entre junho e setembro de 1989, procurou observar quem eram os desnutridos, onde eles estavam localizados, quantos eram, qual era a gravidade da desnutrição e como estava a situação nutricional da população. ii) Os dados obtidos foram comparados com os dados do Estudo Nacional da Despesa Familiar.

POF, fem. ⇒ Pesquisa de Orçamentos Familiares.

Pesquisa de Orçamentos Familiares, fem. Sin. POF. Pesquisa que visa a mensurar as estruturas de consumo, dos gastos e dos rendimentos das famílias e que possibilita traçar um perfil das condições de vida da população brasileira a partir da análise de seus orçamentos domésticos. Nota: a pesquisa mais recente foi realizada pelo IBGE entre julho de 2002 e julho de 2003.

PNAN, fem. ⇒ Política Nacional de Alimentação e Nutrição.

Política Nacional de Alimentação e Nutrição, fem. Sin. PNAN. Política de Estado, voltada à compreensão do direito humano universal à alimentação e nutrição, que tem como propósito a garantia da qualidade dos alimentos colocados para o consumo no País, a promoção de práticas alimentares saudáveis, a prevenção e o controle dos distúrbios nutricionais e o acesso universal aos alimentos. Nota: política aprovada pela Portaria MS/GM n.° 710, de 10/6/1999.

Práticas alimentares saudáveis, fem. pl. Usos, hábitos e costumes que definem padrões de consumo alimentar de acordo com os conhecimentos científicos e técnicas de uma boa alimentação. Ver Orientação alimentar; Composição dos alimentos; Bem estar nutricional.

Precursores de vitamina A, masc. pl. Substâncias presentes nos alimentos vegetais – carotenos – que, depois de ingeridos, se transformam em vitamina.

Prevalência, fem. Número ou proporção de pessoas portadoras de um evento em um determinado momento.

Produto dietético, masc. Bebida ou alimento processado que se destina a atender a determinadas situações de interesse médico ou nutricional. Nota: por exemplo: baixo conteúdo calórico, reduzido teor de gorduras.

Produto farmacêutico, masc. Preparação farmacológica à base de nutrientes específicos, como vitaminas, ferro, iodo, zinco, etc., sob a forma de medicamentos.

Programa Bolsa Família, masc. Programa de transferência de renda – destinado a famílias em situação de pobreza e com renda per capita até R$100,00 mensais – que associa a transferência do benefício financeiro e o acesso aos direitos sociais básicos: saúde, alimentação, educação e assistência social. Notas: i) É resultado da unificação dos programas de transferência de renda do governo federal. ii) O objetivo dessa unificação é aumentar a qualidade dos gastos públicos, a partir de uma gestão coordenada e integrada, de forma intersetorial.

Programa de monitoramento da qualidade sanitária dos alimentos, masc. Programa criado com o objetivo de avaliar o padrão sanitário dos alimentos no comércio, por meio dos parâmetros físicos, químicos e microbiológicos, do nível de contaminantes e das informações de rotulagem.

Projeto Carteiro Amigo, masc. Projeto para incentivar a prática do aleitamento materno. Notas: i) É uma ação conjunta do Ministério da Saúde e da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos. ii) Esse projeto surgiu no Estado do Ceará como uma estratégia para reverter o quadro de desnutrição e mortalidade infantil. iii) No ano de 2002, cerca de 16.000 carteiros, treinados por profissionais de diversas secretarias estaduais de saúde, repassaram informações básicas e distribuíram panfletos instrutivos a mães e gestantes sobre a importância do aleitamento materno.

Propriedade terapêutica, fem. Propriedade que tem determinado alimento ou fármaco de atuar, curativamente, na correção de desvios ou doenças plenamente caracterizadas.

R

Recomendações nutricionais, fem. pl. Prescrições quantitativas que se aplicam aos indivíduos para ingestão diária de nutrientes e calorias, conforme as suas necessidades nutricionais. Nota: as recomendações são determinadas por meio de pesquisas científicas.

Rotulagem nutricional, fem. Informação ao consumidor sobre os componentes nutricionais de um alimento ou de sua preparação, incluindo a declaração de valor energético e de nutrientes que o compõem. Nota: existe legislação específica elaborada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária para a rotulagem de alimentos.

S

SAN, fem. ⇒ Segurança alimentar e nutricional.

Segurança alimentar e nutricional, fem. Sin. SAN. Conjunto de princípios, políticas, medidas e instrumentos que assegure a realização do direito de todos ao acesso regular e permanente a alimentos de qualidade, em quantidade suficiente, sem comprometer o acesso a outras necessidades essenciais, tendo como base práticas alimentares promotoras de saúde, que respeitem a diversidade cultural e que sejam social, econômica e ambientalmente sustentáveis. Nota: acrescenta-se, que, além de acesso e consumo, o organismo deve dispor de condições fisiológicas adequadas para o aproveitamento dos alimentos por meio de boa digestão, absorção e metabolismo de nutrientes.

Segurança e qualidade dos alimentos, fem. Atributos referentes à inocuidade dos alimentos e ao seu valor nutritivo. Ver Práticas alimentares saudáveis.

Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional, masc. Sin. Sisvan Sistema de monitoramento da situação alimentar e nutricional da população por meio da coleta, do processamento e da análise de dados antropométricos. Notas: i) É instrumento de apoio para o diagnóstico da situação nutricional (prevalência de desnutrição e obesidade), sendo fundamental para subsidiar e estruturar efetivamente as ações de promoção de saúde. ii) Atualmente, é uma das ações que o município tem de oferecer às famílias beneficiárias do Programa Bolsa Família, pois o cumprimento da agenda do setor Saúde é monitorado por meio desse sistema.

Sisvan, masc. ⇒ Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional.

Sítio sentinela, masc. Área ou comunidade que pode ser acompanhada, mediante a aplicação de um conjunto de indicadores do estado nutricional, para expressar, por analogia, a situação provável em contextos socioeconômicos e sanitários semelhantes.

Sobrepeso, masc. Excesso de peso de um indivíduo quando em comparação com tabelas ou padrões de normalidade. Nota: a obesidade é um grau bem elevado de sobrepeso. Ver Índice de massa corporal.

Suplementação alimentar, fem. Cota adicional de alimentos destinada a prevenir ou corrigir deficiências nutricionais. Ver apoio alimentar.

T

Tabela de composição químico-nutricional, fem. Tabela que informa o conteúdo dos alimentos em proteínas, gorduras, carboidratos, vitaminas e minerais de interesse da nutrição humana.

Tradições alimentares, fem. pl. Usos e costumes alimentares que se transmitem de geração a geração, segundo a cultura tradicional de determinadas etnias ou grupamentos antropologicamente homogêneos.

Transição alimentar, fem. Mudanças lentas ou rápidas que ocorrem no padrão alimentar das crianças, à medida que a amamentação vai sendo substituída por outros produtos, até atingir o padrão alimentar da família. Nota: é um período crítico em relação aos riscos nutricionais. Ver Aleitamento materno; Alimentação complementar adequada e oportuna; Alimentos complementares ou de transição; Amamentação exclusiva; Desmame.

Transição epidemiológica, fem. Mudanças que ocorrem nos perfis de morbimortalidade de uma população. Nota: o fato epidemiológico mais representativo seria a passagem do pólo desnutrição/ infecção para o pólo obesidade/doenças crônico-degenerativas.

Transtorno alimentar, masc. Distúrbio que se refere à nutrição e ao comportamento anormal de indivíduos em relação à ingestão de alimentos. Ver Distúrbios nutricionais.

U

Utilização biológica dos alimentos, fem. Processo que envolve a cadeia digestão-absorção-metabolismo-excreção ou ressíntese parcial dos alimentos nos organismos vivos. Nota: pode ser adversamente alterado pela ocorrência de doenças, compreendendo um, dois ou até todos os elos da cadeia de utilização biológica.

VAN, fem. ⇒ Vigilância alimentar e nutricional.

V

Vigilância alimentar e nutricional, fem. Sin. VAN. Coleta e análise de informações sobre a situação alimentar e nutricional de indivíduos e coletividades, com o propósito de fundamentar medidas destinadas a prevenir ou corrigir problemas detectados ou potenciais. Nota: é um requisito essencial para justifi car, racionalmente, programas de alimentação e nutrição. Ver Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional.

Vigilância de irmãos e contatos, fem. Recomendação para acompanhar, de forma atenta, dispensando os cuidados necessários (apoio ou suplementação alimentar, avaliação do crescimento, ações básicas de saúde), os irmãos e mães (considerados “contatos”) de crianças desnutridas de 6 a 23 meses. Nota: a desnutrição nessa faixa etária pode ser um indicativo de que mães e irmãos podem ser desnutridos, constituindo grupos de risco nutricional.

Vigilância nutricional, fem. Informações sobre o estado de nutrição dos grupos biológicos (crianças, gestantes) e sociais (baixa renda) mais expostos aos problemas da nutrição. Notas: i) É parte da vigilância alimentar e nutricional. ii) Pode incluir, também, situações opostas (homens e mulheres adultos e velhos com sobrepeso, obesidade e suas conseqüências). Ver Vigilância alimentar e nutricional.

Vigilância sanitária, fem. Conjunto de ações capazes de eliminar, de diminuir ou de prevenir riscos à saúde e de intervir nos problemas sanitários decorrentes do meio ambiente, da produção e da circulação de bens e da prestação de serviços de interesse da saúde. Nota: essa vigilância abrange: a) o controle de bens de consumo que, direta ou indiretamente, se relacionem com a saúde em todas as etapas, do processo de produção até o consumo; b) o controle da prestação de serviços que se relacione, direta ou indiretamente, com a saúde.

Vigilância sanitária dos alimentos, fem. Verificação da aplicação de normas e condutas objetivando assegurar a necessária qualidade dos alimentos. Ver Critério de sanidade dos alimentos.

X

Xeroftalmia, fem. Alterações oculares decorrentes da deficiência grave de vitamina A. Ver Hipovitaminose A.

Fonte: Ministério da Saúde



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1 Comentário:

Carmo Abreu disse...

muito bom!

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