COLABORE COM O BLOG...COLABORE COM O BLOG

Enfermeiro e parada cardíaca

Parada cardíaca: situação em que, clinicamente, não são perceptíveis os movimentos respiratórios e batimentos cardíacos.

As causas mais freqüentes ocorrem através da obstrução das vias aéreas superiores em função da aspiração de corpos estranhos, da depressão do sistema nervoso central por intoxicação, superdosagem de drogas, edema cerebral, choque elétrico e outros. Pode ainda ocorrer em função da pouca concentração de oxigênio nas grandes altitudes e em casos de soterramento.

Sinais e Sintomas:

- parada dos movimentos respiratórios (apnéia).
- pele fria, extremidades cianóticas.
- ausência de pulso femoral ou carotídeo.
- inconsciência (redução de perfusão cerebral).
- midríase: as pupilas começam a dilatar-se entre 30 a 45 segundos após a interrupção da circulação, levando em torno de 4 a 5 minutos para que a lesão cerebral se torne irreversível.

Tratamento: consistem na ressuscitação cardiorrespiratória (RCR), ventilatória e circulatória.

Assistência ventilatória: A respiração artificial é uma manobra que possibilita a introdução e a retirada de ar dos pulmões de forma rítmica e alternada.

Atuação do enfermeiro no suporte básico e parada cardiorrespiratória

Conhecer a seqüência do atendimento, manter certo nível de tranqüilidade para poder organizar as manobras de ventilação e circulação artificiais e reunir material e equipamentos necessários para este período são condições imprescindíveis para uma boa equipe de enfermagem, principalmente porque é ela que permanece o maior tempo em contato com o paciente e, na maioria das vezes, é quem detecta a PCR. Desta forma é recomendado reciclar a equipe de enfermagem na execução das manobras de suporte básico de vida. O enfermeiro deve fornecer treinamento a sua equipe a fim de capacitá-la a realizar procedimentos altamente técnicos em situações emergenciais, uma vez que é exigido tal preparo para um atendimento eficaz. O treinamento da equipe deve ter como prioridade a redução do tempo de atendimento com medidas que permitam atuação rápida e eficiente e sistematizada, porém cumprindo todas as etapas do atendimento. Para tanto não basta apenas fornecer orientações a equipe e sim um treinamento atualizado e contínuo que abranja toda assistência, pois o profissional que cuida de pacientes com maior complexidade deve estar capacitado para atuar com competência e segurança.

Como líder, é também função do enfermeiro coordenar a equipe e gerenciar a assistência prestada ao paciente, pois conseqüentemente ele exerce influência não somente na equipe de enfermagem como também em outros membros que integram o serviço. O enfermeiro exerce uma liderança fundamentada no conhecimento das habilidades características individuais e necessidades dos membros da equipe de enfermagem. No ambiente hospitalar é desenvolvido pelo enfermeiro uma gerência mais orientada para as necessidades do serviço cumprindo assim normas e tarefas produzindo o que é preconizado pela organização e por outros profissionais, incluindo a equipe médica.

É função prioritária do enfermeiro prestar assistência ao paciente grave, porém sua função frente a uma reanimação cardiopulmonar é bem mais extensa que a simples assistência cabendo a ele dar suporte a equipe providenciando recursos materiais e treinamento continuado visando adequadas condições de atendimento pela equipe em qualquer âmbito hospitalar.

Também cabe ao enfermeiro a elaboração de escala diária de modo a escalar pelo menos 3 técnicos de enfermagem e um enfermeiro com funções previamente estabelecidas, considerando que o conhecimento prévio das atividades tende a otimizar o atendimento diminuindo assim o estresse da equipe, pois o atendimento da RCP deve transcorrer em ambiente tranqüilo de forma que todos ouçam o comando do líder lembrando que a postura ética deve entremear as ações durante o atendimento de emergência.

O enfermeiro tem sua atuação juntamente com a equipe multiprofissional através de seu conhecimento científico, do trabalho sincronizado e organizado. No desempenho de suas atribuições a equipe de enfermagem desenvolve uma perfeita integração com a equipe médica, objetivando a padronização da prestação da assistência de qualidade otimizando as condições de recuperação do paciente. Uma vez que a enfermagem requer habilidade de liderança, faz-se necessário que o enfermeiro atue como líder a fim de administrar a dinâmica da equipe conforme terapêutica adotada, pois a liderança tem a finalidade de proporcionar um bom trabalho em equipe.

O enfermeiro além de coordenar sua equipe atua em compressões torácicas, monitorização, desfibrilação, controle de sinais vitais, realiza anotações referentes ao atendimento da PCR, cateterização vesical e nasogástrica, preparo do transporte do paciente, comunicação e supervisão da unidade que irá receber, reposição de materiais do carro de emergência e lacre do mesmo. Para tanto é necessário seu conhecimento sobre monitor, desfibrilador, cardioversor, marca-passo externo e farmacologia.

É responsável pela avaliação do espaço físico quanto a presença de eletricidade, rede de oxigênio, vácuo, tábua de massagem, macas, carro de emergência com desfibrilador, medicamentos de emergência entre outros equipamentos para tal atendimento. É também sua responsabilidade a elaboração de uma rotina de checagem de materiais quanto a datas de validade e de manutenção preventiva, teste do desfibrilador, controle do estoque mínimo de material e equipamento de proteção e lacre do carro de emergência vez que se faz presente uma situação emergencial como a PCR faz-se necessário o atendimento apropriado para tal situação. Sendo assim o enfermeiro tem como dever fornecer um arsenal terapêutico mínimo para atendimento emergencial e educação continuada ao pessoal da enfermagem, visando otimizar a execução dos procedimentos emergenciais como:

-compressões-torácicas;
-ventilação;
-desfibrilação.

Entre estes procedimentos há uma maior complexidade na administração da desfibrilação, devido a esta dificuldade o enfermeiro deve orientar sua equipe quanto aos possíveis riscos que este procedimento pode trazer ao paciente visto que para ocorrer a cardioversão correta e necessária a quantidade adequada de pasta condutora nas pás, pressão e localização correta das pás no tórax lembrando que uma pá libera energia e a outra recebe, portanto é essencial a distância entre uma pá e outra para que a energia passe eficazmente pelo músculo miocárdio.

É também da competência do enfermeiro fazer varias reavaliações sucessivas durante a realização dos procedimentos citados acima e identificar diagnóstico de enfermagem. Após o atendimento o enfermeiro deve reunir-se com sua equipe a fim de avaliar a atuação da mesma ressaltando os pontos positivos e negativos devendo ser estes últimos citados nos próximos treinamentos, tendo a finalidade de alertar o pessoal para que diminua estas falhas posteriormente.

A equipe de enfermagem deve estar pronta para o formato de atendimento por fases que consistem em sete etapas: antecipação, entrada, ressuscitação, manutenção, notificação da família, transferência e avaliação crítica.

A fase da antecipação acontece antes da ocorrência da PCR e é fundamental para o bom encaminhamento das ações durante o atendimento. Nesta etapa, analisam-se os dados iniciais, reúne a equipe, determina-se o líder, delineiam-se as responsabilidades, os equipamentos são preparados e checados e ocorre o posicionamento da cada membro da equipe. Na fase da entrada, o primeiro membro da equipe a checar responsabiliza-se pelo posicionamento da vítima no leito em decúbito dorsal horizontal e início do ABCD primário, acionando a equipe e o carro de emergência, priorizando a chegada do desfibrilador.

"A divisão da equipe de enfermagem e suas atribuições é prerrogativa de enfermeiro e deve ser realizada respeitando-se a disponibilidade de recursos humanos da unidade"


Material e Equipamentos necessários para P.C.R

- Tábua de massagem cardíaca;
- Ambu, ventilador ou similar;
- Material de entubação (laringoscópio, sondas endotraqueais, mandril);
- Aspirador de secreções;
- Oxigênio;
- Desfibrilador;
- Cânulas de guedell;
- Sondas de aspiração de diversos calibres;
- Eletrocardiógrafo;

Nas paradas cardiorrespiratórias podem ocorrer complicações tais como: hemotórax, pneumotórax, fraturas do esterno e costelas, rupturas pulmonares, rupturas de fígado e baço.

O auxiliar e/ou técnico de enfermagem deve estar sempre atento ao pedido do enfermeiro e /ou médico e auxiliá-los em tudo quanto for necessário.

5 Comentários:

Anônimo disse...

ouvir dizer que a medicação ATROPINA não seria mais usada em procedimento de PCR ,gostaria de saber por que!, se ela reduz o tonus vagal!

Adm. Blog disse...

Atropina: - É um fármaco parassimpatolítico que reduz o tônus vagal pela sua ação vagolítica cardíaca. Os efeitos são: acelera a frequência do Nódulo Sinusal, melhora a condução atrioventricular e pode restaurar o ritmo cardíaco. Esta medicação parassimpaticolítica tem indicação apenas na modalidade de assistolia ou bradicardia com atividade elétrica sem pulso, quando não houver resposta às doses iniciais de adrenalina.

Anônimo disse...

sinto meu coração acelerar rapidamente e fico com muita falta de ar,tem vezes q sinto muita dor.


estou com essa duvida,me explique por favor

antesiosamente. muito obrigada

mande pelo meu e-mail por favor

Anônimo disse...

meu e-mail é grazi100love2010@hotmail.com

Anônimo disse...

Pelas novas diretrizes de 2010 do AHA, a Atropina não é mais utilizada em PCR, nem em assistolia e nem em Atividade elétrica sem pulso, porque não há evidencias de benefícios terapêuticos na PCR, por ser antagonista de alguns receptores importantes.

Postar um comentário

Tire suas dúvidas, deixe seu comentário

Postagens populares

Central Blogs Linkes

  ©Template Blogger Green by Dicas Blogger .

TOPO